Tony Bellotto é o conhecido guitarrista da banda Titãs, mas também é escritor e, nessa função, tem mantido uma coluna no site da revista Veja intitulada pitorescamente de "Cenas Urbanas". Entrando numa questão que poucos imaginariam que fosse do seu domínio, o sábio Tony conclama numa postagem do dia 22 de dezembro: "Atenção! Acendam as luzes da razão! Não deixem que a Idade das Trevas volte a eclipsar a sabedoria humana!"
O motivo? As assombrosas notícias de que o criacionismo, que, na opinião do músico, é uma "doutrinação religiosa disfarçada de pseudo-ciência" está ameaçando as escolas brasileiras. Com a definição ele obviamente quer dizer que o criacionismo é uma doutrina disfarçada de ciência e não de falsa-ciência, mas o que mais o assusta é o fato de que escolas tradicionais, como o Mackenzie, ousem misturar religião e ciência na mesma sala de aula, envenenando as mentes dos alunos com as "maçãs do jardim do Éden". Conhecemos histórias de maçãs envenenadas e de árvores da vida falsas. Qualquer um que trabalhe com ciência sabe que a atividade científica jamais está isenta de erros, afinal a ciência não é nem uma Igreja Católica e os cientistas estão longe de ser os "papas" da razão. Ou são? Na mente de Bellotto, sim. Se ele se informasse um pouco mais veria que existem sérios desafios epistemológicos com a teoria da Evolução. E esta não é uma crítica criacionista. Basta uma leitura do livro de Michael Behe, A Caixa Preta de Darwin, e de artigos científicos em diversas revistas especializadas para se ter noção dos sérios desafios que campos de estudo como a Bioquímica têm levantado com a doutrina darwinista. Se o darwinismo sobrevive como teoria é apenas porque ele se tornou a religião de pessoas como Bellotto.
Ele realmente deveria estar mais informado em relação a esse tema, pra depois se expor suas idéias pouco inteligentes.
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